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Neurologia Cognitiva

Nem todo
esquecimento
é Alzheimer

A perda de memória tem diversas causas, e muitas destas são tratáveis. Saiba quando o esquecimento é normal do envelhecimento, quando preocupa, e o que há de mais atual no diagnóstico da doença de Alzheimer.

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CÓRTEX HIPOCAMPO FRONTAL NEUROLOGIA COGNITIVA
Causa mais comum de demência
60–70%
dos casos de demência são Alzheimer
Resposta ao tratamento
fase inicial
novas terapias são mais eficazes quando o diagnóstico é feito cedo
Na América Latina
crescente
ônus de demência aumentou de 10,6% para 16,9% (2003–2020)
01 · Envelhecimento Normal vs. Sinal de Alerta

Todo mundo esquece.
Mas existe diferença.

O envelhecimento traz certa lentidão cognitiva, normal e esperada. Existem sinais, porém, que indicam algo além do envelhecimento e que merecem investigação neurológica.

Envelhecimento que pode ser normal
Esquece onde colocou as chaves, mas depois lembra
Leva mais tempo para aprender coisas novas
Às vezes não se lembra do nome de alguém, mas recorda depois
Perde o fio do raciocínio em meio a uma conversa
Sente que a memória não é a mesma de antes, mas isso não interfere no dia a dia
Sinais de alerta
Repete a mesma pergunta várias vezes na mesma conversa
Fica desorientado em lugares conhecidos
Perde a noção do dia, mês ou ano com frequência
Tem dificuldade em tarefas rotineiras: pagar contas, cozinhar, dirigir
Mudança importante de personalidade ou comportamento
Familiares notam a mudança antes da própria pessoa
02 · O Que Mais Pode Causar Perda de Memória

Antes do Alzheimer,
investigue o tratável.

A maioria das causas de perda de memória não é Alzheimer, e muitas são completamente reversíveis. Por isso a avaliação neurológica é fundamental, antes de qualquer conclusão, é preciso investigar.

03 · Como se Diagnostica

A investigação
começa pela consulta.

O diagnóstico da doença de Alzheimer é clínico e complementar. Hoje, com os avanços na neurociência, é possível identificar alterações biológicas com muito mais precisão e muito mais cedo.

01
Avaliação Neurológica
A consulta detalhada com o neurologista é o primeiro passo. Inclui histórico, análise do perfil de queixas, testes cognitivos padronizados (como o MoCA e CDR) e avaliação comportamental.
02
Exames Laboratoriais
Exames de sangue solicitados pelo neurologista para descartar causas clínicas e metabólicas tratáveis de comprometimento cognitivo, antes de avançar para investigação mais especializada.
03
Neuropsicologia
A avaliação neuropsicológica mapeia em detalhe as funções cognitivas afetadas, como memória, linguagem, atenção e funções executivas. É fundamental para caracterizar o perfil do declínio e acompanhar a evolução.
04
Ressonância Magnética
A RM do crânio avalia o volume do hipocampo, identifica lesões vasculares e afasta outras causas estruturais. Na doença de Alzheimer, a atrofia do hipocampo é um achado característico.
Novidade Científica · 2025–2026
Biomarcadores Plasmáticos: o exame de sangue que mudou o diagnóstico
Uma das maiores mudanças recentes na neurologia foi o desenvolvimento de exames de sangue capazes de detectar proteínas anormais associadas ao Alzheimer, às vezes anos antes dos sintomas. Estudos publicados em 2025 e 2026 na Nature e no JAMA Neurology mostram que esses marcadores alcançam altíssima precisão diagnóstica, comparável ao PET scan de amiloide.
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Fração fosforilada da proteína tau no sangue. Aprovado pela FDA e recentemente liberado pela ANVISA, é o principal biomarcador plasmático para rastreio de patologia amiloide no contexto da doença de Alzheimer.
Importante entender Esses exames são indicados para pessoas que já apresentam algum declínio cognitivo documentado, após avaliação médica especializada. Não são exames de triagem populacional para quem não tem sintomas. Somente o neurologista pode avaliar se o exame é adequado para sua situação e interpretar os resultados corretamente.
04 · Tratamento

Existe tratamento
para o Alzheimer?

Sim. E o cenário mudou significativamente nos últimos anos. O diagnóstico precoce passou a ter ainda mais importância porque as novas terapias funcionam melhor nas fases iniciais da doença.

01
Tratamento Sintomático
Os medicamentos colinesterásicos (donepezila, rivastigmina, galantamina) e a memantina melhoram a transmissão entre neurônios e podem desacelerar a progressão dos sintomas. São indicados conforme o estágio e o perfil do paciente.
02
Terapias Modificadoras de Doença
Lecanemabe e donanemabe são anticorpos que removem a proteína amiloide do cérebro. Estudos clínicos mostraram redução de 27–36% na progressão da doença. São indicados para fases iniciais, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
03
Controle de Fatores de Risco
Hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade aumentam o risco de demência. O controle rigoroso dessas condições tem impacto direto na saúde cerebral ao longo do tempo.
04
Estilo de Vida e Reserva Cognitiva
Exercício físico, sono reparador, vida social ativa e estimulação cognitiva constante são os pilares da proteção cerebral. A reserva cognitiva, construída ao longo da vida, pode atrasar o surgimento dos sintomas mesmo na presença de patologia.
Neurologia Cognitiva · Itajaí, SC
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Conteúdo informativo: As informações desta página têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a avaliação médica individualizada, o diagnóstico ou o tratamento. Diante de qualquer queixa cognitiva ou sintoma neurológico, consulte um médico neurologista. Cada caso é único e requer avaliação especializada.